Coxilha Vai à Escola terá início no dia 24 deste mês

A Coxilha Nativista foi o primeiro festival a criar um espaço específico para os jovens talentos em 1984. Ali nascia a Coxilha Piá, que agregaria a Coxilha Piá Taludo, pioneira em proporcionar palco para crianças e adolescentes. Dali surgiram nomes que hoje são consagrados no cenário musical do Estado: Shana Müller, Ângelo Franco, Juliana Spanevello, Yamandu Costa, entre outros.

Reafirmando a intenção de renovação do movimento nativista este ano a Administração Municipal, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e Secretaria Municipal de Educação, realiza o projeto Coxilha Vai à Escola a partir do dia 24 deste mês.

"Queremos levar às escolas e comunidade escolar o que é a Coxilha Nativista de Cruz Alta, sua história, sua contribuição social e cultural, incentivar o surgimento de novos talentos", conta a secretária municipal de Educação Elizabeth Fontoura Dorneles.

"Nós pensávamos já desde o ano passado em trazer esse projeto para as escolas. Nós observamos enquanto professores que as crianças não têm o conhecimento do que é a Coxilha, do quanto esse evento é importante para Cruz Alta e pra retomar essa cultura gaúcha e nativista que aos poucos está se perdendo. As escolas estão esperando o projeto com ansiedade, e o objetivo é resgatar e oportunizar às crianças o conhecimento sobre as letras, as músicas e todo esse universo cultural", salienta Aline Rizzardi, Coordenadora Pedagógica do Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação. 

As oficinas

Em reunião na manhã desta terça-feira no Polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB) os detalhes do projeto foram apresentados a diretoras das escolas participantes da primeira fase.

Serão três núcleos compostos por 70 crianças. Integram o projeto as escolas Ildo Meneghetti, Gabriel Annes da Silva, Toríbio Veríssimo, Antônio Prevedello, Álvaro Ferreira Leite (núcleo 1), Arthur Moreira, Frederico Baiocchi, Marcos Freire (núcleo 2) e Carlos Gomes, Intendente Vasconcelos Pinto, Francisco Puppo, Alberto Pasqualini e Getúlio Vargas (núcleo 3).

As inscrições estarão abertas a partir de 10 de abril, data do lançamento no primeiro núcleo. O segundo ocorrerá dia 12 e o terceiro dia 17.

As oficinas ministradas pelo vencedor da 26ª Coxilha Nativista, o premiado interprete Jorge Freitas, e o professor de música José Krambeck iniciam em 24 de abril.  Elas ocorrerão sempre as terças, quartas e quintas-feiras nos turnos da manhã e tarde. Em julho um grande evento divulgará os dois selecionados para participarem da Coxilha Piá e Piá Taludo. "Nós vamos garimpar neste meio escolar aqueles que já tem uma certa aptidão e trabalhar essas crianças em grupos. Neste primeiro momento o professor José Krambeck ministrará as aulas de violão e eu o canto com os alunos. Iremos trazer músicas do acervo da Coxilha de fácil assimilação para as crianças", explica o cantor.

Ainda irão ocorrer oficinas com Charlise BandeiraMarcello Caminha e Érlon Péricles.  

O projeto terá seguimento em 2019 e 2020 sendo que a cada ano novas crianças irão participar evitando que ocorra repetição. "Está previsto ainda para uma segunda etapa, que é a partir de 2019, a parte de artes, literatura e artes cênicas, onde nós conseguiremos incluir todas as 22 escolas que fazem parte do rede municipal de ensino fundamental", conclui Jorge.

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